Mostrar mensagens com a etiqueta LER para SER. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta LER para SER. Mostrar todas as mensagens

domingo, 13 de julho de 2008

BIOGRAFIA DE VERGÍLIO FERREIRA




Vergílio Ferreira

Romancista e ensaísta português, natural de Melo (Gouveia), nasceu em 1916 e morreu em 1996. Estudou no Seminário do Fundão, licenciou-se em Filologia Clássica na Universidade de Coimbra e exerceu funções docentes no Ensino Secundário. Notabilizou-se no domínio da prosa ficcional, sendo um dos maiores romancistas portugueses deste século. Literariamente, começou por ser neo-realista (anos 40), com "Vagão Jota" (1946), "Mudança" (1949), etc. Mas, a partir da publicação de "Manhã Submersa" (1954) e, sobretudo, de "Aparição" (1959), Vergílio Ferreira adere a preocupações de natureza metafísica e existencialista. A sua prosa, que entronca na tradição queirosiana, é uma das mais inovadoras dos ficcionistas deste século. O ensaio é outra das grandes vertentes da sua obra que, aliás, acaba por influenciar a sua criação romanesca. Temas como a morte, o mistério, o amor, o sentido do universo, o vazio de valores, a arte, são recorrentes na sua produção literária. Além disto, Vergílio Ferreira deixou-nos vários volumes do diário intitulado "Conta-Corrente". Das suas últimas obras destacam-se: "Espaço do Invisível", "Do Mundo Original" (ensaios), "Para Sempre" (1983), "Até ao Fim" (1997) e "Na tua Face" (1993). Recebeu o Prémio Camões em 1992.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Como imagino a continuação da história "Um disco voador no pátio" de Luísa Ducla Soares


Então, devagarinho, a porta metálica entreabriu-se e foi possível distinguir uma estranha criatura… Depois da porta do disco voador estar quase toda aberta, uma amiga da Joana disse:
- O que virá de dentro daquele grande disco voador? Será um extraterrestre gigante, com os olhos esbugalhados e uma boca também esbugalhada e preta e uma cara igual a uma gelatina verde?
E a amiga respondeu.
- Espero bem que não seja como tu dizes!
Quando a porta do disco voador estava a milímetros de ficar completamente aberta, os alunos mais assustados esconderam-se debaixo das mesas e começaram a roer as unhas, enquanto os outros alunos ficaram como estátuas com a boca aberta a olhar para a janela de onde se via o disco voador. Mas Joana e a professora foram buscar o rádio que estava em cima de um armário encostado à parede e ligaram-no.
Quando a porta estava completamente aberta, saiu um extraterrestre igual ao da descrição feita pela Joana.
Os alunos ficaram apavorados, mas quando souberam o que o extraterrestre queria… e souberam isso, porque o extraterrestre disse:
- “589746321”.
E a Joana conseguiu decifrar o código e ficaram grandes amigos.

Texto de João António de Jesus Pinho; Nº17;
Ano 5º;Turma D

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Alexandre O'Neill e Gustav Klimt


Gustav Klimt

Há palavras que nos beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

De repente coloridas
Entre palavras sem cor,
Esperadas inesperadas
Como a poesia ou o amor.

(O nome de quem se ama
Letra a letra revelado
No mármore distraído
No papel abandonado)

Palavras que nos transportam
Aonde a noite é mais forte,
Ao silêncio dos amantes
Abraçados contra a morte.

Alexandre O'Neill

Amigo

Mal nos conhecemos inauguramos a palavra

AMIGO!

Amigo é um sorriso

De boca em boca, um olhar bem limpo,

Uma casa, mesmo medesta, que se ofereça.

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!

(...)

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

Amigo vai ser, é já uma grande festa!

Alexandre O´Neill, No Reino da Dinamarca